A tentação – Podemos ser vencê-la?

Cristo está falando sobre o ato de renunciar à própria vontade. Para ser realmente um discípulo de Cristo precisamos entender que é necessário abrir mão diariamente dos caprichos de nosso ego. Por experiência sabemos que a nossa natureza não se dobra facilmente diante da vontade de Deus. Então o caminho da vitória há de ser sempre um grande combate contra o próprio eu. Entretanto quem está em Cristo pode contar com ama grande ajuda do Espírito Santo de Deus.

Quando damos preferência à vontade de Deus em nossa vida vencemos nossa velha natureza. Em Gálatas 5.16 lemos assim: “Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne.” Esta tem sido a bandeira dos vencedores. A cada vitória somos fortalecidos para quando surgir a próxima tentação. Sempre que saímos vitoriosos sobre alguma tentação somos confortados por Deus. Na tentação do deserto Cristo teve esta experiência. Em Mateus 4.11 lemos: “Então o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos, e o serviam.” Qual a função dos anjos? Em hebreus 1.14 lemos: “Não são porventura todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação?”

vitória na tentação

A tentação é um conflito interno entre a natureza humana e a vontade de Deus. Por outro lado se cedermos ao pecado, a nossa rebeldia interna será naturalmente manifestada em nossos relacionamentos. Em Tiago 4.1 temos uma pergunta sobre esse assunto: “De onde vêm as guerras e pelejas entre vós? Porventura não vêm disto, a saber, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam?”

O diabo adora nos ver em guerra, por isso ele sempre minimiza as conseqüências da tentação. Ele sussurra que não há nada demais em fazer pequenas concessões ao pecado. Mas o Espírito Santo nos lembra: “Não sabeis que um pouco de fermento faz levedar toda a massa?” (1 Coríntios 5.6)

O pecado nos leva para bem longe de Deus, então neutralizar a tentação é o melhor que fazemos. O recurso divino nunca mudou. Cristo nos ensinou: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca.” Parece incrível, mas quando estamos em oração não lembramos de pecar. Era isto que Paulo tinha em mente quando instruiu aos colossenses: “Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.” (Colossenses 3.2,3) Entrar em tentação já é um indício que precisamos nos fortificar em Cristo. Paulo escreveu ao jovem Timóteo: “Tu, pois, meu filho, fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus.” (2 Timóteo 2.1)

A passagem bíblica do início deste texto nos adverte precisamos calcular muito bem o alto preço do pecado. Seria como fazer um orçamento para a construção de uma torre. Torre fala de orgulho, independência de Deus, resumindo: fazer a própria vontade. Precisamos ser sensíveis ao Espírito Santo e deixar que ele sonde nossos corações. Ele nos leva a uma profunda reflexão: é razoável essa tua ira? ou, compensa ficar irado? Compensa aplicar a vingança? Compensa fazer tal comentário? Compensa gastar dinheiro naquilo que não edifica? É realmente da vontade de Deus este projeto?… etc. Não temos como pagar o alto preço de uma construção feita com base em nossa própria vontade. Se isto ocorrer ouviremos muitos escárnios por parte daqueles que torcem por nossa derrota. Satanás é rápido em nos acusar, e exatamente por isso não podemos “baixar a guarda,” um só minuto na luta diária contra a velha natureza adâmica. Esta é a nossa cruz de cada dia! O recurso para a vitória é escolher não pecar para permanecer em Cristo. Afinal sem Ele não temos vitória. Em João 15.5 ele disse: “sem mim nada podeis fazer.” Entretanto se Cristo foi vitorioso sobre a tentação, sobre o pecado e sobre a morte, se seguirmos seus passos nós também seremos. Em Hebreus 4.15,16 temos uma esperança fenomenal: “Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno.”

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