A prioridade da Oração

Em Jeremias 33.3 lemos: “Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes” Talvez o nosso maior problema seja achar que já sabemos de tudo e assim seguimos negligenciando o recurso da oração. Tenho a impressão de que muitos de nós, junto ao Tribunal de Cristo, reconheceremos quanto tempo perdemos por não termos buscado a face de Deus o tanto que precisamo. Muitas vezes o Espírito Santo nos enche de um desejo sobrenatural de orar, entretanto, nos envolvemos em muitas tarefas e terminamos deixando para orar depois. Deveríamos lembrar que o Espírito Santo conhece nossa estrutura e a nossa dependência de Deus. Quando não atendemos suas orientações caímos em tentação e até mesmo em pecado. O que nos resta depois é somente fazer outra oração de arrependimento e começar tudo de novo. Deus, em sua infinita graça e paciência nos espera até compreendermos a necessidade de estarmos constantemente a seus pés e, diga-se de passagem, para o nosso próprio benefício!

Por incrível que pareça, muitas das tarefas que diariamente nos envolvemos relacionam-se com a própria obra de Deus. Precisamos parar tudo e buscarmos sua direção. Certa um pastor falou sobre a oração: “irmãos, um camponês precisa parar seu trabalho para afiar sua foice. Somente assim ele conseguirá produzir de forma mais eficiente.” Jesus foi muito bem claro: “Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.” (João 15.5)

No Salmo 42.2 lemos que Deus pôs no coração do rei Davi um desejo intenso de orar. Ele se expressou assim: “A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?” Deus opera este sentimento em todos os seus filhos e todos os que obedecem ao seu comando são abençoados. Não se trata de uma oração costumeira, como por exemplo, agradecer a Deus pelo café da manhã, pela refeição, ou pelas vitórias de nosso dia a dia. Tudo isto é importante e deve ser preservado. Entretanto precisamos estabelecer propósitos com Deus a fim de estreitarmos a nossa intimidade com Ele. Em Oséias 6.3 lemos: “Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor; a sua saída, como a alva, é certa; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.” Quando mais oramos ficamos mais sensíveis à voz do Espírito Santo. Afinal está escrito: “os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus.” (Salmos 51.17) Quando estamos quebrantados pela oração o sobrenatural de Deus acontece. O primeiro efeito é uma mudança em nosso modo de pensar e falar. Passamos a ter mais discernimento das coisas ao nosso redor. Vamos resumir este assunto em alguns tópicos fundamentais:

– Quando oramos temos mais sabedoria para lidarmos com as circunstâncias do dia a dia;
– Quando oramos aprendemos a ser gratos a Deus e assim evitamos murmurações;
– Quando oramos vemos nos obstáculos oportunidades para crescer.
– Quando oramos aumentamos nossa fé e nos alegramos nas promessas de Deus;
-Quando oramos temos mais entendimento das Escrituras e a igreja é edificada quando pregamos;
– Quando oramos pessoas são salvas e milagres acontecem;
– Quando oramos sentimos mais compaixão pelos perdidos e um desejo profundo de evangelizá-los;
– Quando oramos pessoas são libertas e Satanás é derrotado;
– Quando oramos a nossa pregação e o nosso louvor traz consigo a majestosa presença de Deus.

Os apóstolos de Cristo compreenderam bem cedo os benefícios da oração e em hipótese nenhuma eles abriram mão deste recurso fundamental. Em Atos 6.4 eles estabeleceram as prioridades: “Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra.” Deus continua enchendo os nossos corações pelo desejo de buscá-lo! Vigiemos então, para que nossos afazeres não sejam as prioridades em nossa breve existência.

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