Jesus cumpriu as profecias messiânicas?

Mashiach, o Ungido, o Enviado, o Cristo. Estas palavras significam simplesmente o Messias, o prometido Salvador do mundo. Na época de Tibério César, imperador romano, a expectativa geral do povo judeu era de que o Messias estabeleceria um reinado de justiça no mundo. Com o Messias no governo, Israel se libertaria definitivamente do império romano e ainda se destacaria ainda como grande potência mundial. A obra do Messias seria eliminar completamente o sofrimento, estabelecer a paz e promover a prosperidade para todos. Sabemos que os judeus não receberam a Jesus como o Messias. Mas será que realmente Jesus não cumpriu as sonhadas expectativas messiânicas?

De fato, Jesus nunca se envolveu nas questões políticas de Israel, nunca se ouviu dele um só discurso nacionalista que ameaçasse a soberania romana. Mas o que Israel não atentou era que, de acordo com o Tanakh, (as Escrituras) a primeira parte da missão do Messias se referia à esfera espiritual. Ele operaria uma mudança interna na mente e no coração humano. Com este objetivo em mente Jesus inicia o seu ministério messiânico falando sobre a necessidade de arrependimento e conversão. No final do livro de Malaquias é mencionado que antes da vinda do Messias viria alguém para preparar-lhe o caminho. O conteúdo da mensagem deste profeta seria a mesma do Messias: conversão. Em Malaquias 4.5,6 lemos assim: “Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor; E ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais; para que eu não venha, e fira a terra com maldição.” E então, qual a pessoa que se enquadrou perfeitamente no texto de Malaquias 4? No deserto da Judéia apareceu um rústico pregador chamado João. Devido à excentricidade de seus costumes muitos se posicionaram com reservas a respeito dele. Veementemente João pregava sobre a necessidade do arrependimento. Finalmente os sacerdotes e levitas lhe perguntaram quem ele era! Seria ele o Elias relatado no texto de Malaquias?

Jesus é o Messias

João embora profeta de Deus nunca se intitulou como tal. Ele confessou “eu não sou o Cristo.” (João 1.20) Depois ele confessou mais detalhadamente: “Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías.” (João 1.23) Será que os judeus também não se lembraram desta profecia registrada no livro de Isaías? Em Isaías 40.3-5 lemos assim: “Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai no ermo vereda a nosso Deus. Todo o vale será exaltado, e todo o monte e todo o outeiro será abatido; e o que é torcido se endireitará, e o que é áspero se aplainará. E a glória do Senhor se manifestará, e toda a carne juntamente a verá, pois a boca do Senhor o disse.” Aqui mais uma vez se percebe que a primeira parte do ministério do Messias seria espiritual. Afinal de contas muitas vidas precisavam ser alcançadas pela mensagem salvifica da Palavra de Deus!

O MESSIAS TERIA QUE SOFRER E SER SACRIFICADO!
A nossa salvação exigia o sacrifício do Messias. Este é o significado da páscoa) Em Gênesis 3.15: Deus havia dito à serpente: “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.” (Gênesis 3.15) Será que Israel também não lembrou que os sacrifícios instituídos por Deus na Torah eram figuras do Messias sacrificado por nossos pecados? Como o Messias poderia deixar de cumprir estas profecias? João esclareceu este fato a Israel. Apontando diretamente para Jesus ele declarou: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Este é aquele do qual eu disse: Após mim vem um homem que é antes de mim, porque foi primeiro do que eu.” (João 1.29,30) De fato, o sacrifício de Jesus como cordeiro pascal se encaixou perfeitamente na profecia de Daniel: “E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias…” (Daniel 9.26)

ISRAEL DISTANDE DE DEUS…
A nação de Israel precisava saber quão distante se encontrava dos valores do reino de Deus! No Novo Testamento contemplamos isto principalmente no meio religioso quando Jesus dizia aos fariseus: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós.” (Mateus 23.15) A opressão maligna também era algo comum naqueles dias. Pedro relatou “como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele.” (Atos 10.38)

O REINO FÍSICO DO MESSIAS SERÁ ESTABELECIDO SOMENTE EM SUA SEGUNDA VINDA
Há muitas profecias referentes ao reino do Messias na terra. Após sua ressurreição Jesus ouviu uma pergunta sobre isto. Ele falava sobre a promessa do Pai em enviar o Espírito Santo, alguns confundiram perguntando-lhe assim: “Senhor, restaurarás tu neste tempo o reino a Israel? E disse-lhes: Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder. Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra.” (Atos 1.6-8)

Tudo comprova que Israel não estava preparado para receber o seu Messias. A nação precisava de um quebrantamento espiritual. De fato Jesus até chorou sobre Jerusalém: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste!”  (Mateus 23.37) Setenta anos depois nos damos conta que Jerusalém foi destruída por Roma!

Jesus sentiu sua rejeição por Israel, por isso Ele disse com muito pesar: “Eu vim em nome de meu Pai, e não me aceitais; se outro vier em seu próprio nome, a esse aceitareis.” (João 5.43) Ele também disse: “Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos.” (Marcos 13.6) Infelizmente a nação de Israel reconhecerá Jesus como Messias somente quando estiver em grande aperto. Deus revelou este assunto aos profetas. Zacarias: “Mas sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o Espírito de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram; e pranteá-lo-ão sobre ele, como quem pranteia pelo filho unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito.” (Zacarias 12.10) É nesta época que o reino do Messias será estabelecido na terra.

Voltando à questão inicial, será que Jesus cumpriu a expectativa de um Messias libertador? A resposta é sim. Jesus como libertador da humanidade se expressou assim: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” (João 8.36) Os que creram nele foram salvos e libertos de seus pecados e agora esperam a segunda vinda de Cristo.

JESUS O REI DE ISRAEL
O texto de Zacarias 9.9 também passou despercebido por Israel! Lá está escrito: “Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém; eis que o teu rei virá a ti, justo e salvo, pobre, e montado sobre um jumento, e sobre um jumentinho, filho de jumenta.” A única pessoa que entrou em Jerusalém sendo aclamado como rei foi Jesus. Em Mateus 21.6-11 temos este relato: “E, indo os discípulos, e fazendo como Jesus lhes ordenara, trouxeram a jumenta e o jumentinho, e sobre eles puseram as suas vestes, e fizeram-no assentar em cima. E muitíssima gente estendia as suas vestes pelo caminho, e outros cortavam ramos de árvores, e os espalhavam pelo caminho. E a multidão que ia adiante, e a que seguia, clamava, dizendo: Hosana ao Filho de Davi; bendito o que vem em nome do Senhor. Hosana nas alturas! E, entrando ele em Jerusalém, toda a cidade se alvoroçou, dizendo: Quem é este? E a multidão dizia: Este é Jesus, o profeta de Nazaré da Galiléia.” Usar esse transporte para entrar em Jerusalém como rei foi um duro golpe ao orgulho judaico!

ELE FALOU EM PARÁBOLAS
Quem neste mundo fez mais uso deste tipo de linguagem? Jesus simplesmente estava cumprindo o Salmo 78! “Escutai a minha lei, povo meu; inclinai os vossos ouvidos às palavras da minha boca. Abrirei a minha boca numa parábola; falarei enigmas da antiguidade.” (78.1,2) Em Mateus lemos assim: “E com muitas parábolas tais lhes dirigia a palavra, segundo o que podiam compreender. E sem parábolas nunca lhes falava; porém, tudo declarava em particular aos seus discípulos.” (Marcos 4.33) Quem quisesse ingressar no reino de Deus deveria mostrar-se interessado nele e assim seria revelado quem realmente tinha ou não humildade para aprender!

ELE OPEROU A VERDADEIRA LIBERTAÇÃO
Sabemos que a base de sustentação do império romano foi a escravatura. A libertação espiritual trazida por Jesus teve um grande impacto nas relações sociais do mundo. No meio cristão a escravidão física aos poucos se tornou sem sentido, pois a mentalidade dos convertidos donos de escravos mudou! A título de exemplo, Paulo escreveu a Filemom (dono de escravos) sobre um de seus escravos o qual fugira para Roma onde fora preso. Quando o escravo se converteu Paulo escreveu a Filemom sobre o novo tratamento que este deveria dispensar a seu escravo: “Não já como servo, antes, mais do que servo, como irmão amado…, se me tens por companheiro, recebe-o como a mim mesmo.” (Filemom 1.16,17) No versículo 9 há outra observação importante: “Todavia peço-te antes por amor, sendo eu tal como sou, Paulo o velho, e também agora prisioneiro de Jesus Cristo.” Assim a transformação da sociedade romana foi transcorrendo de forma natural e espontânea. Com o ensino de Cristo em mente no meio dos cristãos nunca houve lugar para as revoluções sociais.

ELE IMPLANTOU A VERDAIERA JUSTIÇA
Jesus mostrou a origem de toda injustiça no mundo: “O que sai do homem isso contamina o homem. Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem.” (Marcos 7.20-23) Por isso ele pregava o arrependimento e convidava a todos: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.” (Mateus 11.28)

ELE IMPLANTOU A VERDADEIRA PAZ
A conversão a Cristo proporciona a paz verdadeira, a paz com Deus e com o próximo! Ela não é imposta pela força, pela violência e nem pela negociação, ela é o resultado direto da comunhão com Deus a qual vem com o perdão dos pecados. Jesus disse: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá…” (João 14.27) Neste mundo perdido não existe este tipo de paz, por isso precisamos decidir se queremos viver uma vida mundana ou experimentar a verdadeira paz de Jesus.

PROSPERIDADE – RIQUEZA ESPIRITUAL
Após sua ressurreição Jesus “deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo.” (Efésios 4.11-13) Paulo escreveu aos coríntios: “Sempre dou graças ao meu Deus por vós pela graça de Deus que vos foi dada em Jesus Cristo. Porque em tudo fostes enriquecidos nele, em toda a palavra e em todo o conhecimento” (1 Coríntios 1.3-5) A riqueza do ensino de Cristo realmente impactou o mundo. Imagine o efeito destas palavras: “Não deis lugar ao diabo. Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade. Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem.” (Efésios 4.27-29)

ELE TEM TODA A PRIMAZIA
Existe algum nome no mundo mais popular que o de Jesus? Alguém consegue calcular quantos livros Jesus ocupa como protagonista principal? E quantos filmes foram produzidos sobre sua vida? O mais importante de tudo é que Jesus é conhecido pela lei do amor! Este é o segredo de todo ess impacto mundial. Em João 3.16 lemos assim: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” Ninguém será capaz de calcular a quantidade de testemunhos dados por aqueles que receberam a Jesus como Salvador! Que pena:, muito mais pessoas poderiam ter sido salvas se cressem em Jesus como Messias. Por esta razão o profeta Isaias falou assim: “Quem deu crédito à nossa pregação? E a quem se manifestou o braço do Senhor? Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos. Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum. Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos. Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca.” (Isaias 53.1-7) Estas palavras provam que Jesus veio ao mundo com a missão espiritual de nos salvar, daí seu sacrifício por nossos pecados. Compreendendo muito bem isto, o rabino Paulo escreveu aos romanos: “A palavra está junto de ti, na tua boca e no teu coração; esta é a palavra da fé, que pregamos, a saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.” (Romanos 10.8-9)

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